Lima: o desafio de andar de táxi

Nós já saímos do Brasil tendo uma ideia de como seria andar por Lima. É, eles tem a fama do trânsito ser bastante complicado. Por esse motivo, não ficamos muito surpresos com que vimos. Mas, sim, o trânsito de Lima é confuso.

O transporte público na cidade é precário. Vimos ônibus que para o nosso padrão, seriam classificados como micro-ônibus. Só que além de serem pequenos, achamos que a quantidade não é adequada para o tamanho da cidade, porque eles sempre passavam cheios.

Por esse motivo, o transporte mais utilizado pelos turistas são os táxis. Eles têm um preço bastante bom e uma frota enorme. Por conta disso, surge um problema: tem muitos falsos taxistas circulando, além do fato de muitos táxis estarem caindo aos pedaços.

Bom, vamos colocar algumas dicas de como pegar táxi na cidade e não enlouquecer com isso.

1) Você que escolhe o táxi, não ele que escolhe você
Muitas vezes estávamos apenas parados na calçada ou decidindo para onde iríamos ou que táxi gostaríamos de pegar e o taxista simplesmente parava na nossa frente e buzinava. Muitas vezes, deixávamos esse táxi ir embora, em outras até discutíamos o preço.

Mas uma coisa que percebemos muito também é que sempre que parávamos um táxi, logo atrás dele parava outro. Depois de um tempo em que estávamos barganhando o preço, ele começava a buzinar. Acho que é uma estratégia para você desistir do primeiro e ver quanto ele quer na corrida.

Nós sempre esperávamos o tempo suficiente para escolher um carro que parecesse bom e com um taxista com cara de quem não iria enrolar a gente. A Mônica, responsável do nosso hotel em que nos hospedamos, disse que os táxis que tem uma faixa quadriculada em seu entorno são “oficiais”, registrados na prefeitura, então, priorizávamos esses também.

Lima_Peru-3

2) Negocie o preço
Pois é, os táxis em Lima não têm taxímetro. Ou seja, eles vão te cobrar quanto quiserem. E como é bem previsível, eles propõe um valor maior e você baixa um pouco. No fim, é possível chegar no meio termo. Nós quase sempre perguntávamos no nosso hotel quanto seria a média da corrida para o local aonde íamos. Assim tínhamos uma base do que seria justo.

Na realidade, essa questão de não ter taxímetro tem o lado bom e o lado ruim. Lado ruim, o taxista pede quanto quer. Lado bom, ele não te enrola no caminho para a corrida sair mais caro, dessa forma, você economiza tempo.

Para ser sincera, depois de 4 dias barganhando com taxista, escolhendo carros que não estivessem caindo aos pedaços e taxista com cara de que não iam enrolar a gente eu estava cansada de ter que me deslocar de táxi por Lima.

Aluguel de carro

3) Endereço completo em mãos
Nós sempre andávamos com o cartão do hotel porque no verso ele tinha o mapa de onde ele se localizava. Pode ter certeza que ele foi bastante útil.

Uma coisa que percebemos é que em grande parte da cidade, os quarteirões são numerados da seguinte maneira: quadra 1 – todos os números referente ao 100; quadra 2 – todos os números referente ao 200 e assim por diante. Isso facilita a localização e o taxista pode te informar o valor com mais precisão. Outra coisa que percebemos é que falar o bairro é muito importante, pois o nome das ruas se repetem em muitos, senão todos, os bairros.

Na hora de irmos em algumas atrações, também tínhamos o endereço completo em mãos e, as vezes, tínhamos um folheto com o mapa do local para ajudar na localização.

4) Sempre negocie o valos antes de entrar no carro.
Pois é, tudo isso que escrevemos logo em cima tem que ser feito antes de entrar no carro. Você vai ficar do lado de fora tentando dizer com o seu portunhol qual quadra, o nome da rua completo ou passar o mapa para o taxista. Ai, quando ele te entender vai dizer quanto quer na corrida e você vai baixar o preço até vocês chegarem num acordo ou não.

Isso é importante para você não correr o risco dele te cobrar um preço muito acima e você já estar dentro do carro. E não ligue para o taxista que está logo atrás buzinando para fazer uma pressão para você desistir e fazer a corrida com ele.

Isso aconteceu com a gente várias vezes. No inicio, ficávamos tensos depois percebemos que é assim que as coisas funcionam.

5) Tenha notas pequenas
Na maioria dos casos, os taxistas não aceitam notas de 50 ou 100 soles. Eles podem não ter troco ou ficam com receio delas serem falsificadas. Nós tivemos um problema com uma corrida que nos cobraram S/.13 e não tinha troco para S/.20. Nós tínhamos S/.12 trocado e a corrida acabou ficando por isso já que o taxista não tinha troco.

Aqui temos alguns valores aproximados que pagamos nas corridas.:
Miraflores a San Isidro – 6 a 8 soles
Miraflores ou San Isidro ao centro da cidade – 12 soles na ida e volta
Miraflores ao aeroporto – 50 soles
Miraflores a Barranco – 8 a 10 soles

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Viagem realizada em Agosto de 2014.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

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