Deserto do Atacama: Garganta del Diablo de Bicicleta

Quem acompanha o blog sabe que o nosso ritmo de viagem é bem intenso. Foram pouquíssimas as viagens em que tivemos dias mais livres, sem atividades. Por isso, quando percebemos que o nosso primeiro dia em San Pedro de Atacama seria desse jeito, logo buscamos informações sobre como aproveitar o local ao invés de ficarmos jogados na piscina do hostel, não que fosse uma opção ruim.

Então, depois de irmos até a Ayllu e montarmos todo o planejamento de nossos passeios para os próximos dias procuramos por uma agência que alugasse bicicletas para passearmos pelos arredores do local. E não foi muito difícil de encontrar, logo na praça principal, avistamos a Apacheta II que vendia tours e alugamos bikes.

Quem analisou as bicicletas para que alugássemos foi o Bruno. A Apacheta II conta com 2 tipos de bicicletas: uma mais simples, que o Bruno julgou frágil, e uma mais robusta, que foi a que alugamos. Junto com a bicicleta recebemos alguns equipamentos de segurança, como capacete e tranca. Recebemos uma bomba e câmara extra para uso caso o pneu estourasse, só que se esse item fosse utilizado teríamos que pagar pelo acessório.

A Apacheta II também nos deu um mapa da San Pedro de Atacama, a atendente da loja nos sugeriu 3 roteiros, cada um com quantidades de quilômetros diferentes a serem pedalados. Poderíamos ir ao Valle de La Luna, Valle de La Muerte ou a Garganta del Diablo, que era o mais perto e o que não estava incluído em nenhum dos passeios que já tínhamos fechado com a Ayllu.

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Garganta del Diablo
Depois de pedalar por 3km chegamos a Pukará de Quitor, uma enorme ruína. Demos uma parada por lá, mas decidimos seguir caminho até a Garganta del Diablo. Então, na bifurcação em frente as ruínas pegamos a nossa esquerda por uma estrada pouquíssimo movimentada. Vimos um carro e meia dúzia de bicicletas enquanto pedalávamos, passamos duas vezes por um pequeno rio. Sorte nossa que ele não estava cheio e, por isso, não molhamos os tênis. Mas a dica é levar uma toalha na mochila, vai que ele está cheio.

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Ao longo do caminho, passamos por um local que parecia ser uma espécie de controle de acesso, mas não havia ninguém além de muitos cachorros. Logo depois dessa entrada entramos numa espécie de reservatório de água, demos uma olhada, mas retornamos para seguir até o nosso destino. Até que chegamos na parte do caminho, em que ficamos na dúvida em qual direção  tomar. Nesse momento, encontramos com esse grupo de meia dúzia de bicicletas que nos ajudou a seguir o caminho correto. Depois acabamos descobrindo que o outro caminho levaria há um enorme túnel com uma paisagem incrível também.

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Quando encontramos uma árvore enorme e linda paramos para nos reabastecermos de águas e biscoitos. Foi quando notamos a placa indicando a Garganta del Diablo. Então, descansamos um pouco e seguimos com as pedaladas.

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A Garganta del Diablo é como se fosse um vale de formações rochosas incríveis. Não é um lugar muito fácil de entrar. Nós fomos até o ponto em que era possível ir com as bicicletas. Vimos algumas pessoas entrando nas fendas, algumas carregavam suas bicicletas outras as abandonavam por ali. Mas todos voltaram pelo mesmo caminho que a gente.

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No retorno, ao passarmos em frente as ruínas de Pukará de Quitor, resolvemos entrar. Mas vou escrever sobre essas ruínas no próximo post.

O passeio com a bicicleta durou um pouco mais de 6 horas e já começou a nos deixar encantados com as diversas paisagens do Deserto do Atacama. Indicamos o passeio como ambientação, só que nós tivemos algumas sequelas desse tour. No dia seguinte, estávamos completamente doloridos. Achamos que foi um pouco da bicicleta e um pouco da subida, que levou quase 1h e mais uns 40 minutos de descidas.

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Dados Financeiros:
Aluguel de Bicicletas: Tinha de $ CLP 3.000 e $ CLP 4.000 cada uma.

Viagem realizada em Novembro de 2014.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

6 Comments

  1. Poxa, que pena! Eu não sou expert em bike, não. Mas me arrisquei.

    Sabe que no RJ tem um projeto que ensina as pessoas que não são mais crianças a andar?! Conheço umas pessoas que participaram, aprenderam e estão superfelizes. Quem sabe não é boa ideia pra sua próxima vinda ao Rio?!

  2. Nossa, que legal!!!! Será que tem isso aqui em SP?
    O problema é que adulto tem medo né… A gente sabe da ténica do "não vou soltar, eu juro"
    Eu já subi em uma pra tentar, mas 3 seg depois eu saí. Não quero me machucar..rsrs

  3. Olá, primeiro parabéns pelo site, estou adorando!!
    Esse passeio você considera leve? Precisa de muito preparo fisico para realizar, ou uma pessoa fisicamente ativa (nao atleta rsss) consegue fazer tranquilamente??
    Obrigado

    • Oi, Maira.
      Que bom que está gostando. O Atacama é incrível não tem quem não goste.
      Olha, eu prático exercícios, mas na época estava bem parada. Já o Bruno não faz atividade física nenhuma e foi tranquilo para os dois.
      A gente pedalou no nosso ritmo, sem pressa, então, foi bem tranquilo.
      Eu aconselho a ir cedo e levar água. Se você preferir vá com roupa de manga comprida pra não se queimar porque o sol e o calor são fortes na parte da tarde.

      Fora isso, vá e aproveite.

      Beijos,
      Tati.

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