Deserto do Atacama: Geyser del Tatio

O tour para o Geyser del Tatio era o passeio que eu mais tinha medo em toda a nossa viagem ao Atacama. Afinal, eu sou a típica carioca que sente frio com 20ºC do Rio de Janeiro e durante as minhas pesquisas sobre o passeio vi que era possível encontrar temperaturas de cerca de 20ºC, só que negativos, momentos antes do sol nascer.

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Por esse motivo, saí com a mala cheia de roupas para vários tipos de temperatura. Desde o biquíni ao casacão pesado. Neste dia em especial, usei duas meias bem grossas, segunda pele de calça e blusa, calça jeans, blusa grossa, casacão de frio, luvas, gorro e cachecol. Como fomos em novembro, tudo isso deu e ainda passei calor. Aos pouco fui tirando parte das roupas até chegarmos apenas no biquíni.

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Os Geysers del Tatio
A região onde os gêiseres estão localizados se encontra a 98 km ao norte de San Pedro de Atacama e a aproximadamente 4400 metros de altitude, esse é o motivo do grande frio antes do nascer do sol. Mas você pode estar se perguntando, o que são os gêiseres?! Eles são nascentes de águas termais que entram em erupção por causa das altas temperaturas de rochas e lavas vulcânicas. Os jatos e vapores de água são expelidos e podem alcançar até 80 metros. Por isso, é importante respeitar as marcações de distância que existem ao seu redor.

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As águas dos gêiseres começam a ferver por volta da meia noite e eles ficam ativos, expelindo água e fumaça até umas 10 horas. Por isso, esse tour saí sempre muito cedo. A van da Ayllu passou em nosso hostel às 05:30, mas sabemos que muitas agências de San Pedro saem ainda mais cedo, por volta das 4:30. Conversando com a Flávia, uma das responsáveis pela Ayllu, ela nos informou que o horário deles está diretamente ligado ao fato de trabalharem muito com brasileiros, que morrem de frio no deserto. Por conta disso, escolheram um horário em que o frio já era um pouco menor e que não comprometia a apreciação do espetáculo.

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O Tour
Do hostel até a região dos gêiseres levamos aproximadamente 1 hora. Quando chegamos lá, nosso guia nos disse que a temperatura estava perto de 5ºC, lembrando que fomos em novembro.

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Logo que chegamos fomos dispensados para passear pelo local, com a instrução de não nos aproximarmos demais das saídas de água e vapor de águas, pois poderíamos no queimar. Nós maiores havia até algumas pedras de demarcavam o limite que podíamos nos aproximar.

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Há dezenas de gêiseres e nós perdemos a noção do tempo e ultrapassamos o horário estipulado pelo nosso guia para voltarmos ao ponto de encontro e tomarmos o café da manhã, que estava incluído, mas como já disse, isso não foi um problema, pois quando chegamos tinha ainda muita comida.

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Depois de ficarmos bastante tempo apreciando esse fenômeno e sermos o último carro a sairmos do local, chegou o momento de tirarmos todas as mil peças de roupas com que estávamos e nos aventurar na piscina natural de água quente. Eu fiquei um pouco receosa em entrar numa piscina depois de ter visto a temperatura que estava quando chegamos, mas eu sabia que se não entrasse ia me arrepender.

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Como nós fomos já próximo do verão, não sofremos com a diferença de temperatura entre a parte de fora da piscina e dentro, então, aproveitamos muito bem essa parte do passeio. Pudemos perceber que a água deve vir da mesma fonte dos gêiseres. Algumas vezes estávamos sentados perto de suas saídas e sentíamos ela mais quente e no meio da piscina mais fria. As vezes, vinha um jato de água tão quente a ponto de nos queimarmos. Então, nossas dicas são: cuidado onde senta e pisa e vá com roupa de banho para não ficar no frio se trocando.

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Depois de todos secos, tomamos o caminho de volta, mas antes fizemos uma parada em Machuca, um povoado que se localiza a 4 mil metros de altitude e a 50 km de San Pedro. Quando chegamos nesse vilarejo quase todas as vans que vimos nos gêiseres estavam lá e os turistas faziam filas para provar o churrasquinho típico da região: o espetinho de lhama. Algumas pessoas provaram também as empanadas.

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Essa seria a nossa última parada, se o nosso guia não tivesse visto alguns flamingos passeando pela região e parado o carro para a gente apreciar mais esses bichinhos. Depois dessa parada surpresa seguimos de volta a San Pedro de Atacama.

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Como esse passeio dura apenas a parte da manhã (de 5:30 ao 12:00) ele pode ser combinado com outro passeio na parte da tarde, que foi o que nós fizemos. Lembramos que com a Ayllu, eles nos pegaram e nos deixaram no hostel e tínhamos café da manhã incluído.

* O blog Por aí e Por aqui recebeu apoio da Ayllu para a realização de todas as excursões fechadas com eles no Deserto do Atacama. A parceria foi realizada, mas a opinião expressa no relato é pessoal e de acordo com a experiência proporcionada pelo trabalho da agência.*

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Viagem realizada em Novembro de 2014.

Dados Financeiros:
Tour da Ayllu – Geyser del Tatio: RS 153,00
Entrada gêiseres: CLP $ 5000

LEIA MAIS:
Deserto do Atacama: Garganta del Diablo de Bicicleta
Deserto do Atacama: Pukará de Quitor
San Pedro de Atacama: Restaurante Casa de Piedra

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

6 Comments

    • 😀 Gabriela é inacreditável como as paisagens podem mesclar todos os tipos de materiais para as formações, eu estou acostumado com imagens de natureza mas quando eu baixei e comecei a tratá-las eu disse ninguém vai acreditar que praticamente não houve tratamento.

      By Bruno Ferreira

    • É Carina, como estávamos no Verão o frio não foi tão agressivo mas com o guia falando sobre estações mais frios e não consigo nem imaginar, pois quando batia um vento era tenso. kkkkk

      By Bruno Ferreira

    • Oi, Katherynne.
      Que bom que está gostando! O Atacama é incrível, eu arrisco a dizer que a viagem que mais me surpreendeu.
      Sim, vc paga o valor do tour que é responsável pelo guia e transporte.
      A taxa de entrada é o para ter acesso aos lugares e não está incluído no valor da agência.

      Abraços,
      Tati

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