Arequipa: Monastério de Santa Catalina

Depois do nosso city tour com o Bustour de Arequipa, feito pela manhã, tínhamos a tarde toda livre. Por isso, decidimos almoçar no Tanta de Arequipa e depois visitar o Monastério de Santa Catalina que nós tínhamos ouvido falar muito bem.

Lemos em diversos blogs que ele era um dos mais belos prédios de Arequipa e dentro dele poderíamos apreciar uma boa parte da história arquitetônica da cidade. Além de todos esses detalhes, ele se localizava bem de frente de onde almoçamos e seus muros enormes e trabalhados nos deixaram um pouco curiosos.

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Monastério de Santa Catalina
Esse edifício colonial ocupa um quarteirão inteiro, além de ser protegido por imponentes muros altos, como já falamos antes. É considerado por muitos como uma das construções religiosas mais fascinantes do Peru. Devido a sua extensão – 20.000 m² é quase uma cidadela dentro da cidade. Foi fundada em 1580 por uma rica viúva, Doña Maria de Guzmán.

Há duas maneiras de visitar Santa Catalina:
– Uma é passear por conta própria, aproveitando cada um de seus espaços no seus ritmo, absorvendo a atmosfera e deixando-se perder um pouco em cada uma das muitas ruas do interior dessa pequena cidade;

– A outra é com o apoio das guias, que falam espanhol, inglês, francês, alemão, italiano e português,. Pelo valor aproximado de S./ 20, elas fazem uma visita guiada pelo local, que tem duração de cerca de 1 hora. Depois desse tempo, é possível continuar passeando livremente pelo monastério até os portões fecharem.

Nos escolhemos a primeira opção por que queríamos fazer tudo no nosso tempo, mas confesso que em alguns momentos achei que o passeio teria sido mais interessante com o suporte de um guia pois percebíamos alguns detalhes, mas não compreendíamos exatamente o porque de pequenas diferenças, mas nada que a internet não nos ajudasse a descobrir posteriormente.

Aluguel de carro

Visita sem guia
Assim que pagamos a taxa de entrada, recebemos um mapa de todo o local. Optamos por começar o passeio pelos três claustros principais. Depois de passar pelo arco del silencio, entra-se no Claustro das Noviças, cujo pátio tem um seringueira no centro.

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De acordo com a história, ao passar sob o arco, as noviças deviam selar os lábios num voto de silencio solene para se dedicar a uma vida de trabalho e orações. A principio, as noviças deveriam prestar seus trabalhos por 4 anos. Após esse tempo, elas deveriam conformar os seus votos e se tornarem freiras. Durante esse tempo, as famílias pagavam um dote de 100 moedas de ouro por ano. Ficamos imaginamos como não seria a repercussão quando as noviças desistiam de ser freiras.

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As noviças consagradas passavam para o Claustro das Laranjas, nome devido às laranjeiras agrupadas no centro, que representam a renovação e a vida eterna. Nesse espaço pudemos ver a Sala Profundis, onde as freiras mortas eram veladas. Suas paredes são cobertas de pinturas das falecidas freiras. Tais pinturas eram feitas em 24 horas, já que não era possível pintar as freiras ainda em vida.

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Após a visita a esses dois Claustros seguimos em direção a rua Córdova. Por ela pudemos ver diversas casas que se assemelhavam a celas, local onde as freiras viviam. Essas moradias podiam abrigar uma ou mais religiosas, mais algumas serviçais, e variavam de muito simples a muito luxuosas conforme a riqueza das moradoras. Achei essa diferença um quanto tanto curiosa para um local religioso.

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Descemos a rua Toledo e chegamos a um local que parecia uma lavanderia comum. Havia um espaço de canalização de águas em enormes vasos ou uma espécie de reservatório. Nesse ponto, havia alguns assentos na beira do canal e aproveitamos que estávamos livres para descansar um pouco e observar, claro. Seguimos nosso pela rua Burgos em direção à torre de sillar da catedral, por todo o percurso até lá passamos por mais algumas celas até que encontramos a cozinha comunitária que é bastante escura.

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Um pouco antes da Praça Zocodober (o nome vem da palavra árabe para escambo), que era o local onde as freiras se reuniam aos domingos para trocar o que produziram, como sabonetes, bolos e biscoitos, pudemos subir alguns degraus e ver a famosa vista de Arequipa: os três vulcões. Para que, não fez o passeio do Bustour essa vista é bastante impressionante. Mas achamos que a vista do passeio anterior era ainda mais bonita.

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Próximo ao final do percurso pudemos entrar na cela da famosa sóror Ana, conhecida entre os arequipeños por suas profecias extremamente precisas e pelos milagres que diziam ter feito até sua morte, em 1686. Por fim, o Claustro Grande que tem de um lado a capela e, de outro, a galeria de arte, que era um dormitório comum. Essa construção tem a forma de cruz e murais que retratam cenas da vida de Jesus e da Virgem Maria. Assim se encerra a visita ao Monastério de Santa Catalina.

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Uma coisa que gostaria de ressaltar é que a entrada e saída do mosteiro é pelo mesmo local. Então, se você optar por contratar uma guia e fizer o percurso com ela, acredito que se você quiser andar mais um pouco livremente, vai acabar dando duas voltas pelo local, o que não há problema algum, se você tiver tempo. No nosso caso, acho que isso teria sido um pouco demais, porque nós já estávamos cansados de tanto andar depois de uma única volta. Afinal, tínhamos feito o passeio pela manhã e andamos todo o mosteiro com muita calma. Nós levamos mais de 2 horas por todo o local.

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Viagem realizada em Agosto de 2014.

Dados Financeiro: 
Ingresso no Monastério: S./ 35
Guias: S./ 20

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

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