Deserto do Atacama: Valle de La Luna e Valle de la Muerte

Hoje é dia de falarmos um pouco de um dos passeios mais tradicionais do Deserto do Atacama: Valle de la Luna e Valle de la Muerte. Será que tem alguém que vai até lá e não faz esse passeio?!

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Para começar, podemos dizer que além desse ser um passeio que 99,9% das pessoas fazem, acredito que eu possa dizer que esse passeio é bastante democrático. Afinal, as pessoas que não gostam de fazer o passeio fechados em uma van ou ônibus podem ir sozinhos de bicicleta. Nós vimos algumas pessoas fazendo dessa forma, mas nós optamos por fazer com a Ayllu, a agência com que fizemos quase todos os passeios no Atacama.

A saída do passeio foi às 16 horas a partir da porta da agência. Nosso roteiro foi: Valle de la Luna, Valle de la Muerte e assistir o pôr-do-sol de um ponto incrivelmente belo do Valle de la Muerte.

O Valle de la Luna
O Valle de la Luna foi nossa primeira parada do passeio. Depois de já termos feitos alguns tours com paisagens incríveis, nós achamos que esse seria apenas um e que não nos surpreenderíamos tanto como aconteceu.

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Assim que o carro parou pela primeira vez, nosso guia nos direcionou a uma pequena subida de areia bastante seca. Nossos tênis encheram de areia e foi até um pouco difícil de subir, mas ao chegar ao topo da caminhada pudemos perceber a imensidão daquele local. E garanto que a paisagem seca, árida, avermelhada e com aquela cor branca de sal por cima nos encantou muito.

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Depois de ficarmos um tempo lá apreciando o local e batendo fotos, fomos levados a uma parte do passeio que eu não sabia que existia. Nós andamos pelo meio das grandes rochas, que foram formados pela erosão de enchentes e ventos, até entrarmos numa gruta bastante escura. Tivemos que andar agachados, segurando em paredes e pedras. Acho que o percurso durou uns 15 minutos e para nós, que somos metidos a aventureiros, foi bem divertido, mas pode ser um pouco claustrofóbico para quem não lida bem com locais escuros e fechados.

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Após essa parte do passeio, nosso guia nos levou até um banheiro onde pudemos lavar as mãos. Acho que todos do grupo tiraram seus tênis para tirar um pouco dos quilos de areia que estavam em nossos pés. Um detalhe importante: o banheiro não tinha papel higiênico, então, leve algum no bolso.

Só a título de curiosidade: o Valle de la Luna tem esse nome por causa de suas formações rochosas em forma de lua, que foram feitas devido a erosão de enchentes e ventos como já falamos mais acima. Ele se encontra-se 15 km a leste de San Pedro de Atacama, ao norte da Cordillera de Sal, e faz parte da Reserva Nacional Los Flamencos.

Valle de la Muerte
Depois de todos irem ao banheiro e lavarem suas mãos, seguimos para nossa segunda parada: Valle de la Muerte. O Valle de la Muerte é um vale de aproximadamente 2 km de extensão, por isso, fizemos duas paradas nele. Na primeira fomos até uma cratera enorme apenas para contemplar o local. Nosso guia nos contou que antigamente era possível praticar sandboard nesse ponto, mas devido a deterioração que essa prática causou ao local ele foi transferido para outro ponto.

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Nessa parada a descida da van foi seguida de muito vento. Nós só conseguimos sair, ir até perto da cratera, bater foto e voltar. O vento era tanto que uma das meninas da van ficava falando para todos tomarem cuidado e não chegar muito perto com o medo de sermos levados para dentro do buraco.

Depois dessa rápida parada seguimos para a última parada: assistir o pôr-do-sol de uma das vistas mais bonitas do Valle de la Muerte. Do ponto onde as vans param é possível ver toda a extensão do vale. Assistir o pôr-do-sol com toda aquela vista foi uma ótima maneira de encerrar o dia. Foi sim um grande espetáculo.

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Nós conseguimos bater umas fotos na famosa Pedra do Coyote. Tivemos que esperar um pouquinho e pedir para alguém bater uma foto de nós dois, mas conseguimos. Por causa dessa pequena fila, mais uma vez quando fomos ao encontro do grupo para degustar o lanche que a Ayllu oferece grande parte das pessoas já tinham lanchado e estavam indo tirar fotos. Mas nós gostamos de termos ido antes, achamos que depois a fila estava maior.

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Como fomos em novembro, mesmo com o sol se pondo foi possível ficar um bom tempo no vale sem morrer de frio e com as roupas que tínhamos passado a tarde quente. Mas em épocas mais frias é necessário levar um casaco mais pesado para essa parada porque é só o sol começar a baixar que esfria bastante.

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Quanto ao nome do local, há duas teorias: uma afirma que ele é devido à secura do ambiente, sem vida; já a segunda diz que houve uma pequena confusão linguistíca: quando o jesuíta belga Gustave Le Paige viu este lugar pela primeira vez, o chamou de Vale de Marte, por causa da cor avermelhada do solo; entretanto, por causa da pronuncia francesa, a palavra “Marte” foi confundida com “morte”, e foi essa que pegou.

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* O blog Por aí e Por aqui recebeu apoio da Ayllu para a realização de todas as excursões fechadas com eles no Deserto do Atacama. A parceria foi realizada, mas a opinião expressa no relato é pessoal e de acordo com a experiência proporcionada pelo trabalho da agência.*

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Viagem realizada em Novembro de 2014.

Dados Financeiro: 
Valle de la Luna e Valle de la Muerte R$ 77,00
Entrada do valle de la Luna: CPL $ 2000 e CLP $ 1500 com carteirinha de estudante.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

4 Comments

    • Ana, então se prepara para conhecer a fundo porque as dicas estão quentes kkkkk. É um lugar que põe a sua frente a força que a natureza árida tem. É muito massa.

      Bruno Ferreirap
      Poraieporaqui photographer

    • Gabriela, muito obrigado fico feliz pelo comentário das fotos e por gostar do detalhamento, o mais importante é que a informação seja de uso real pelas pessoas.

      Bruno Ferreira
      Por aí e Por aqui Photographer

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