Deserto do Atacama: Valle del Arco Iris

O passeio ao Valle del Arco Iris não é um dos mais procurados no Deserto do Atacama. Acreditamos que o maior motivo é porque muitas das fotos que vemos nos mostra um lugar bonito, mas muito parecido com algumas outras atrações tidas como imperdíveis. Mas nós gostamos de ter passeado pelo local.

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O Valle del Arco Iris se encontra a aproximadamente 3600 metros de altitude, então, ele é bom para ser feito nos primeiros dias em San Pedro para você poder se aclimatar com a altitude. Nós não tivemos nenhum problema em relação a isso, mas cada corpo responde um jeito, não é mesmo?! Melhor não arriscar.

Nós fechamos o passeio com a Ayllu e indicamos tanto o passeio quanto a agência. E caso você tenha alguns dias a mais no deserto ou tenha uma manhã ou tarde livre, achamos que o passeio se encaixa bem pois ele dura apenas metade do dia.

Los Petróglifos de Hierbas Buenas e Valle del Arco Iris
Depois de sermos pegos em nosso hostel, seguimos pela estrada que segue em direção a Calama por aproximadamente 1 hora. Nesse caminho, nosso guia foi contando um pouco sobre a vegetação do local e até brincou um pouco sobre uma em especial, que conhecido como sofá de sogra, uma planta que parece um banco mais é cheio de espinhos. Imagine a ideia em sentar nos espinhos. Enquanto, ele contava sobre a vegetação, ele avistou o sofá da sogra e pediu ao motorista que parasse para que pudemos ver com nossos olhos do que ele fala. Aproveitamos para batermos umas fotos naquela longa estrada quase deserta.

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Depois seguimos por uma estrada secundária até a nossa primeira parada: os Los Petróglifos de Hierbas Buenas. Nessa parada, há um pequeno centro de visitantes com um mapa para que pudêssemos ver os petróglifos, que são inscrições efetuadas nas rochas. Nosso guia nos fez subir na primeira rocha e já pudemos ver algumas inscrições. Após a descida ele nos informou que a van nos esperaria na saída e nós iríamos caminhando e vendo diversas inscrições pelo caminho.

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Nós pudemos ver figuras como um macaco sentado, um dragão de duas cabeças, que na verdade é uma lhama dando cria, o que representa a fertilidade. Vimos também um grande painel com várias inscrições. Segundo o nosso guia, a única pessoa que tinha autorização para realizar os petróglifos era o guia espiritual do povo atacameño, talvez por isso, também havia uma representação dele. Também havia figuras de animais que não eram tradicionais do local, o que gera muitas perguntas sobre as inscrições. Afinal, como eles conheciam figuras como o macaco, que não é um animal característico do Chile?!

Parte do caminho percorrido a pé.

Parte do caminho percorrido a pé.

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Conseguem ver a lhama?

Conseguem ver a lhama?

Ao longo do nosso caminho para o encontro com a van passamos por uma rota de grandes muralhas de rochas e percebemos que o caminho era longo e deserto. Apenas o nosso grupo passa por ali, naquele momento, em algumas partes nosso guia chamava a atenção para o vandalismo. Como aquela parte era mais distante da entrada e, consequentemente, longe dos olhos dos seguranças, algumas pessoas faziam seus petróglifos recentes. Muitas vezes tentavam replicar desenhos já vistos antes ou de animais como as lhamas, mas é fácil perceber que o inscrição não tem os mesmos traços e a marca na rocha entrega que ela foi feita a pouco tempo.

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Depois dessa parada, seguimos mais alguns minutos em direção ao Valle do Arco Iris. Além de não demorar muito tempo, pudemos perceber que nos aproximavam do local ainda de dentro da van, afinal, as diferentes cores nas rochas começaram a se mostrar muito claramente para nós.

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As diferenças entre as cores das rochas é devido a composição de cada camada e da oxidação natural. As rochas brancas possuem maior oxidação de Carbonato de Cálcio; as vermelhas têm maior oxidação de Arcilla e as verdes maior oxidação de Óxido de Cobre. Nosso guia explicou um pouco sobre as diferenças de aparência entre as rochas de mesma composição. Segundo ele, essa distinção é causada pelo diferente tipo e momento de resfriamento da lava expelida dos vulcões. Todo o local vem se formando desde o período cretáceo ou jurássico.

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Todas essas explicações foram feitas enquanto passeávamos por dentro daquele imenso vale. Muitas vezes, olhávamos envolta e nos sentíamos muito pequenos no meio daquilo tudo. Pensávamos no quanto a natureza é muito maior e mais deslumbrante que a gente. Achamos que estudiosos em geografia física iriam adorar o passeio.

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Enquanto aproveitamos o nosso tempo livre apreciando o local e batendo mais fotos nosso guia e motorista montaram uma pequena mesa de lanche para nós. E assim, nosso passeio chegou ao final.

*O blog Por aí e Por aqui recebeu apoio da Ayllu para a realização de todas as excursões fechadas com eles no Deserto do Atacama. A parceria foi realizada, mas a opinião expressa no relato é pessoal e de acordo com a experiência proporcionada pelo trabalho da agência.*

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Dados Financeiro:
Valle del Arcoiris: R$ 143,00
Entrada do Petroglifos: CPL $ 2000

Viagem realizada em Novembro de 2014.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

2 Comments

  1. Vou conhecer o Deserto do Atacama e o Peru no final de abril. Estou amando os posts e as dicas! E seguro viagem? Alguém me indica uma boa empresa? Bjs, Caroline

    • Oi, Caroline.
      Pra ser muito sincera, nós nunca fechamos seguro viagem. Não sei se você leu o post sobre Huacuchina no Peru, mas da minha experiência de queda lá eu tenho pensado em passar a sempre ter seguro viagem. É um dinheiro que a gente gasta esperando não usar, mas é melhor ter essa proteção, não é mesmo.

      Então, como eu nunca usei, só posso te indicar um que ouço muitas pessoas falando bem que é o https://www.mondialtravel.com.br/.
      Conheço pessoas que usaram e só tem elogios a eles.

      Espero ter ajudado e continuar ajudando.

      Abraços,
      Tatiane

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