Deserto do Atacama: Cerro Toco

Já contei para vocês que grande parte dos nossos amigos gostam de viagens com emoção?! Pois é! Temos muitos amigos que gostam de trilhas, trekkings e afins. Por isso, enquanto montávamos nosso roteiro para o Deserto do Atacama, um deles contava tão feliz como foi a subida do Vulcão Lascar que nós começamos a pensar em como seria subir um vulcão.

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Depois de pesquisar um pouco sobre os vulcões e pensar nas nossas condições físicas, decidimos que escalaríamos o Cerro Toco. O Cerro Toco é um estratovulcão, localizado no Deserto do Atacama, mais especificamente, próximo à fronteira entre Chile e Bolívia. Do seu cume é possível avistar a Laguna Blanca na Bolívia.

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Como nós dissemos, a nossa escolha pelo Cerro Toco foi baseada nas nossas condições físicas. Mas isso não significa que o Cerro Toco é mais baixo que o Lascar. Na verdade, ele é até um pouco mais alto, só que sua estrutura é mais plana que o Lascar. Ou seja, sua subida é menos íngreme e, portanto, mais fácil.

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A base do Cerro Toco se encontra a 4600 metros de altitude. Até lá se vai de carro, daí em diante se inicia a subida até o cume em 5604 metros de altitude. Apesar do Cerro Toco ser mais plano que outros vulcões sua subida não é muito simples devido ao mal da altitude. Mas ela também não é considerada difícil, pois não necessário nenhum equipamento especial.

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Algumas altitudes de vulcões do Atacama:
Lascar – 5500 metros de altitude
Cerro Toco – 5604 metros de altitude
Putana – 5890 metros de altitude
Licancabur – 5910 metros de altitude
Sairecabur – 5971 metros de altitude
San Pedro – 6145 metros de altitude
Aucalquincha – 6176 metros de altitude
Ojos del Salado – 6887 metros de altitude

Nossa experiência:
Nós fechamos a nossa subida ao Cerro Toco com a Ayllu. Nosso guia para essa atividade foi o Gino, o mesmo guia que nos levou ao Trekking Guatin. Ficamos muito contentes de termos ido com o Gino porque sabíamos de toda a experiência dele.

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Ele nos pegou no hotel por volta das 7 da manhã. Mais uma fez fomos no carro dele que já contava com  duas pessoas que tinham experiência em escaladas o que nós ajudou muito na subida e gerou muitas conversas interessantes na volta.

Cerro Toco
Depois que entramos no carro e seguimos até o local de subida do Cerro Toco só fizemos uma parada para o café da manhã. O Gino já tinha nos informado no dia anterior que não era para bebermos nada alcoólico e evitarmos carne vermelha porque isso iria influenciar no mal da altitude. Portanto, no café da manhã, mantivemos uma alimentação bem leve. Era apenas um sanduíche com queijo, os chilenos comeram uma pasta de abacate também, e café.

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Neste momento, nós percebemos como não estávamos preparados para esse passeio. Na verdade, o nosso grave erro nesse passeio foi subestimar o frio. Como nós saímos para o passeio as 7 da manhã o sol já apontava nós achávamos que apenas a segunda pele de calça e blusa dariam conta. Mas não deu. Quando pensamos em sair do carro para tomar café vimos como fazia frio naquela parte do Atacama. Eu fico na dúvida se fazia muito frio ou se o problema real era o vento mega gelado.

Cerro_Toco

Eu apenas peguei as coisas do café da manhã e voltei correndo para o carro pensando: não vou conseguir. Desisto desse passeio.

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Mas acabamos seguindo caminho com os chilenos e o Gino. Acho que eles perceberam como nós não estávamos preparados para o frio que se apresentava. Lembro do Gino perguntando se nós não tínhamos mais roupas. Eu ainda tinha algumas na mochila, mas todas finas.

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Quando paramos na parte onde se inicia a subida e a porta do carro foi aberta e eu senti o frio voltei a pensar que esperaria todos descerem no carro. Só que aí o Santo Gino apareceu com gorro, luvas mega poderosas e um dos chilenos disse que eu poderia ficar com o corta vento que ele não ia usar. Foi a nossa salvação.

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Logo que vestimos todas as coisas emprestadas nos sentimos confortáveis e começamos a subida. Depois que começamos a subida sentimos até calor com a roupa toda.

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Nossa subida foi bem tranquila, apesar do Gino e dos dois outros rapazes serem bastante acostumados com a subida eles não foram muito rápidos. Nós também não fizemos paradas muito regulares. Elas eram de acordo com a nossa necessidade. O Bruno chegou a sentir um pouco o mal da altitude, apenas um vez durante o percurso. Ele precisou parar sentar um pouco para continuar a subida. Eu não senti nada, apenas calor.

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Depois de algumas horas e poucas paradas chegamos ao cume do Cerro Toco. Quando chegamos ao topo começamos a perceber que aquele frio excessivo estava recomeçando, então, ficamos um tempo apreciando a vista, vendo a Lagoa da Branca, batemos fotos. Mas logo em seguida começamos a descida.

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O frio no cume é bem alto também. O Bruno chegou a tirar a luva pra bater fotos e não conseguiu ficar muito tempo sem ela. Por isso, não se passa muito tempo lá em cima.

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A descida foi extremamente mais fácil que a subida. Não precisamos parar porque descemos sem pressa e em alguns momento o Bruno parava para tirar foto. Então, era quase um descanso.

Ficamos muito felizes de termos conseguido subir o Cerro Toco. Afinal, por alguns longos momentos achamos que não íamos conseguir. Mas isso só aconteceu por causa da generosidade das pessoas. Essa é a parte boa de viajar, além de conhecer lugares incríveis, você percebe que a humanidade não está perdida.

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Depois desse passeio voltamos a San Pedro de Atacama, chegamos por volta das 15 horas,  e tivemos o resto do dia livre. Aproveitamos para finalmente comprar todas as coisinhas que compramos em viagens, como imãs de geladeira e presentinhos, almoçamos com calma e agora já podíamos beber e comer carne vermelha.

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* O blog Por aí e Por aqui recebeu apoio da Ayllu para a realização de todas as excursões fechadas com eles no Deserto do Atacama. A parceria foi realizada, mas a opinião expressa no relato é pessoal e de acordo com a experiência proporcionada pelo trabalho da agência.*

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Dados Financeiros:
Subida ao Cerro Toco: R$ 334,00 por pessoa

Viagem realizada em Novembro de 2014.

LEIA MAIS:
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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

4 Comments

  1. OLA…ESTOU COM UMA DUVIDA. EM FUNCAO DE UMA VIAGEM MAIS LONGA, COM ILHA DE PASCOA E SALAR DE UYUNI, VOU FICAR SO 4 DIAS NO ATACAMA. ENTAO VOU PRECISAR FAZER UMA DECISAO: ESCALAR O CERRO TOCO E DEIXAR DE IR PARA GEYSERS DEL TATIO. O QUE VOCE ACHA? VALE A PENA PERDER GEYSELS E ESCALAR CERRO TOCO??

    • Olá, Rodrigo.
      É uma decisão bem difícil. Não queria estar na sua pele. hihihi

      Bom, eu pensaria em algumas questões como por exemplo:
      – Seu orçamento está folgado? A subida ao Cerro Toco é mais cara que a ida ao Geysers.
      – Você gosta de fazer passeios tradicionais ou ver coisas diferentes? A vista do Cerro Toco é linda demais, dá até pra ver a Lagoa Verde que se vê durante a ida a Uyuni. Os Geysers é um passeio tradicional de lá: fumaça saindo do chão, você pode entrar na piscina termica e ainda tem uma parada num vilarejo.
      – Normalmente, consegue-se fazer o geyser pela manhã e outro passeio a tarde. No dia do Cerro Toco fizemos apenas ele. Mas acho que isso pode variar de acordo com o horário da saída.

      Enfim, como você pode ver, acho que você deve pesar o que é melhor pra você.

      E ficando com algo pendente, é só voltar ao Atacama um dia! Aposto que você vai ver que vale a pena.

      Abraços,
      Tatiane

  2. Tatiane, boa tarde! Estou programando a subida ao Cerro Toco, mas só estarei ha 3 dias no atacama! Acha que é o suficiente para aclimatação?
    Obrigada!!

    • Oi, Deborah!
      Acho que isso depende do seu organismo. Será uma coisa que você vai ter que sentir quando chegar lá.
      Eu, por exemplo, não senti nada em nenhum dia.
      Já o Bruno sentiu um pouco na subida e também na viagem do Peru.

      Procure uma agência segura que caso, você precise saberá como tratar a situação.

      Depois me conta como foi!
      Abraços,
      Tati.

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