Fernando de Noronha: itens importantes no seu planejamento

Como disse no post anterior, Fernando de Noronha só entrou na nossa lista de desejos de viagem depois que tiramos a certificação para o mergulho autônomo com a Padi. Então, quando iniciamos o planejamento dessa viagem ficamos atentos principalmente em qual seria a melhor época para ir.

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Quando ir?
De acordo com as nossas pesquisas, Fernando de Noronha é um destino que pode ser visitado praticamente o ano inteiro. Segundo a Dona Maga, dona da Pousada da Maga, ela não fica com quartos vagos em nenhuma época do ano desde que os pacotes promocionais passaram a ser comercializados na baixa temporada que é na época de chuvas.

A época de chuvas vai março a julho, entretanto, não há chuvas torrenciais. O que costuma ocorrer são pancadas de chuva que da mesma forma que começam, elas se vão.

De agosto a outubro é o período de águas calmas e límpidas. Segundo os mergulhadores, estes são os melhores meses para a atividade de mergulho, especialmente o mês de setembro, que foi quando fomos.

Agora se a ideia é pegar ondas, os melhores meses são de novembro até o final de fevereiro. Segundo os locais, nestes meses as ondas podem chegar aos seis metros, especialmente na Praia da Cacimba do Padre.

De uma maneira geral, a temperatura anual é de aproximadamente 28º C, mas não pense que não é necessário levar um casaquinho. Devido a brisa do mar, as noite são bem fresquinha. Já a água do mar tem uma temperatura muito agradável o ano todo. Ela mantém uma média de 24ºC.

Outro ponto importante na sua decisão de quando ir é em relação a alta temporada, já que nessa época o que já não é assim barato fica ainda mais custoso. Os meses de alta temporada são os meses de verão e julho, por conta das férias escolares. Entretanto, quando começamos a procurar passeios e hospedagem descobrimos que setembro também é um mês de alta temporada devido a boa visibilidade do mar para os mergulhos.  Então, nesses períodos procurem por hospedagens com antecedência. Nós chegamos em Noronha dia 20 de setembro e eu iniciei as buscas por pousadas em 1º de Julho e não consegui ficar todos os dias numa única pousada. Na verdade, ficamos 6 noites na ilha e passamos por 3 pousadas.

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Quanto tempo ficar?
Nós ficamos sete dias, mas chegamos na tarde do primeiro e fomos embora no fim da tarde do último. No nosso caso, que ainda íamos para Porto de Galinhas com mais dias de praia, achamos que a quantidade foi bastante boa. Mas se fosse uma viagem apenas para Noronha, teríamos ficado mais tempo.

Nós conseguimos fazer as trilhas que mais nos chamaram a atenção, os passeios mais tradicionais e três mergulhos de cilindro, sem contar as atividades de snorkel por algumas praias da ilha.

Contudo, mesmo esse tempo tendo sido bom, nós já estamos falando em voltar. Mas essa próxima viagem seria para se dedicar quase que exclusivamente a mergulhos, só queria incluir algumas outras trilhas que não fizemos dessa vez e talvez ter alguns períodos mais livres para ficar relaxando em praias pelas quais apenas demos uma passada.

Aluguel de carro

Como ir?
Como já dissemos e muitos de vocês já sabem, Noronha não é um destino barato. Então, quando resolvemos conhecer o paraíso optamos por ir no melhor mês para o mergulho mesmo que ele não fosse mais barato. Antes e depois de compramos a nossa passagem, vimos muitas promoções para os meses de chuva, mas não queríamos correr o risco de ver águas turvas.

Outro ponto que influenciou na nossa escolha foi o fato de que também iriamos passar uma semana em Porto de Galinhas e, de acordo com as nossas pesquisas, os meses de junho e julho são de mais chuvas e lá as águas ficam turvas mesmo. Então, tentamos encontra águas límpidas de Noronha e as águas mais claras possíveis em Porto. E acho que conseguimos. Em Porto, as águas não estavam na melhor época, que é no verão, mas o mar estava com alguns tons de azuis .

Bom, para dar uma economizada no custo das passagens, nós fomos de milhas com a Gol, que junto com a Azul são as duas companhias que tem voos diários para Noronha, sempre com conexão em Recife ou Natal, saindo de Recife a Noronha e compramos as passagens do Rio a Recife com a Tam. Dessa forma, gastamos o valor de uma viagem a Recife e conhecemos dois destinos.

Taxas de Noronha: TPA e ICMbio
Como Fernando de Noronha é uma ilha que visa a preservação ambiental, todo visitante tem que pagar um Taxa de Preservação Ambiental (TPA). Os valores dessa taxa são revestidos para a manutenção da infraestrutura e pagamento do pessoal encarregado de cuidar da ilha.

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O custo da taxa de preservação é de R$ 51,40 (setembro de 2015) por dia de permanência na ilha. Você pode pagar a taxa pela internet, antecipadamente, ou na ilha. A grande diferença dessas duas formas de pagamento é que o pagamento online só pode ser feito por boleto, ou seja, apenas em dinheiro. Como nós sempre usamos os cartões de créditos para ganhar milhas, optamos por pagar a taxa no aeroporto em Fernando de Noronha. Lá são aceitos reais, dólares, cheque e cartão de crédito.

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Mas para adiantar o processo, eu levei a o formulário preenchido pela internet, então, não tivemos que preencher nada lá. A atendente apenas puxou nossos  CPF’s e passou o cartão de crédito. Com a ficha já preenchida, nós fomos os primeiros a sermos atendidos. Nosso atendimento foi ainda mais rápido de quem pagou pela internet, pois uma grande fila se formou para a conferencia do pagamento.

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Depois do pagamento, você recebe um voucher de comprovante de pagamento, guarde o muito bem, pois terá que apresentá-lo no retorno para casa.

Taxa do ICMbio
A segunda taxa a ser paga em Fernando de Noronha é tão importante quanto a primeira, já que para poder mergulhar nas principais praias da ilha será necessário pagar o ingresso do Parque Nacional.

Aproximadamente um terço da ilha é Área de Proteção Ambiental (APA), isto quer dizer que toda essa parte tem cuidados e monitoramento especiais para a preservação do local. Essa é a parte em que  se localizam as pousadas e casa de moradores e também algumas praias em que não há controle de acesso como a Praia do Cachorro.

Já os outros dois terços da ilha se localiza no território do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – Parnanoronha. Nessa parte, as regras e normas de preservação são ainda mais rigorosas e para ter acesso a sua natureza é necessário pagar a taxa do Parque Nacional Marinho.

Parnoronha

Apenas com a taxa de preservação paga, você poderá mergulhar na Baía do Sueste, Praia do Sancho, fazer a Trilha do Atalaia, Forte de São Jose e até o passeio de barco.

O valor é diferenciado para brasileiros (R$ 81, menores de cinco anos são isentos) e estrangeiros (R$ 162). A taxa do Parque Nacional Marinho poder ser paga online e pelo cartão de crédito ou boleto. Também é possível pagá-la na ilha, com três postos de venda que funcionam todos os dias, inclusive domingo: Centro de Visitantes do ICMBio, no quiosque do Bosque dos Flamboyants ou no Pic Golfinho, na Baía do Sancho).

Nós chegamos em Noronha com a nossa taxa paga e fomos até o quiosque do Flamboyantsm no domingo a noite para fazer a retirada das carteirinhas com um código de barras. A carteirinhas deve ser apresentada nos centros de visitantes das áreas protegidas todas as vezes que você for acessá-las.

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O ingresso é válido para 10 dias. E se esquece-la na pousada é possível ter acesso aos locais através do seu número de CPF.

Trilhas
Em locais como a Baía do Sueste e Praia do Sancho o acesso é controlado, mas não é necessário fazer agendamento para visitação, ou seja, você chega no Pic, passa seu ingresso e pode ficar no local o tempo que quiser.

Outras áreas sofrem uma preservação ambiental ainda maior e, por isso, para termos acesso é necessário agendar a visita. No nosso caso, nós agendamos duas trilhas em áreas restritas: a trilha do Atalaia Longa e trilha a nada ao Forte São Jose, que só pode receber 14 pessoas por dia

Esses agendamentos devem ser feitos pessoalmente no centro do ICMbio. Para isso tivemos que entrar em contato com um guia de Noronha, que contratamos para nos guiar nas trilhas. Ele foi até o ICMbio e fez o agendamento para gente quando ainda estávamos no Rio. Devido a essa limitação de número por pessoas, cada vez mais é difícil fazer agendamento de trilhas quando se chega na ilha. Pedir para o seu guia fazer é a forma mais segura que você conseguirá realizar a atividade.

Nós adoramos o guia com quem fechamos o passeio, o Felipe é um ótimo profissional. As trilhas foram praticamente exclusivas, só nós dois e aproveitamos demais os locais.

Locomoção na ilha
A Pousada da Maga, primeira hospedagem que ficamos na Ilha, solicitou o transfer gratuito para nós na chegada. Nós fomos recepcionados pela Atalaia Turismo. Nós não fechamos nenhum passeio com a Atalaia Turismo. Mas por causa do transfer fomos levados a  sede da agência, onde assistimos uma palestra que é motivada a vender os passeios deles.

No nosso grupo o guia avisou que quem não quisesse assistir a palestra de boas vindas poderia ficar no ônibus e seria levado diretamente para a pousada. Nós ficamos na agência pois como ainda tínhamos alguns dias livres de atividade pensamos que poderíamos ver algo interessante. Mas acabamos não agendando nada com eles.

Por outro lado, se você não quiser essa parada na agência pode pegar um táxi do aeroporto até a sua pousada por um valor de R$ 21, foi o que fizemos na volta para aproveita o máximo possível o nosso último dia na ilha.

É possível agenda o táxi com antecedência com a Associação Noronhense de Taxistas (Nortax). O telefone é (81) 3619-1314.

Circulando em Noronha
Para a realização dos passeios durante a nossa estadia na ilha, nós andamos de ônibus, táxi e a pé.

O ônibus faz o trajeto do Porto a Praia do Sueste a cada 30 minutos. Acreditamos que o seu melhor uso é realmente para ir até a Baía do Sueste, pois sua parada é na porta. Assim como no Porto onde fomos para ver o por do sol da igreja.

Para todas as demais praias será necessário descer na estrada e caminhar distâncias que não são curtas, em estradas de barro e pedra e, possivelmente, debaixo de sol forte. Então, achamos que para essa opção a melhor forma de transporte seja o táxi.

A pé nós fizemos pequenos destinos como do Porto a agência do Trovão dos Mares e depois até a nossa pousada. Fizemos esse trajeto por duas vezes esse percurso, que levou de 30 a 40 minutos e foi bem cansativo devido ao fato de Noronha ser feita de muitas ladeiras.

Já o táxi, nós usamos para chegar ao Porto (custo de R$ 19), quando tínhamos horário para o inicio da trilha muito cedo, e na ida para o aeroporto, na volta.

As praias mais distantes, nós fomos apenas durante o Ilha Tour. Nesse dia nós estávamos com um buggy e como fizemos o passeio privativo com o guia, aproveitamos os lugares no nosso tempo. Então, acabamos não voltando. Mas pelo que pesquisamos, praias como a Cacimba do Padre ou o Sancho, custam em torno de R$ 50 ida e volta. Nesse caso, ir de táxi e combinar um horário para o motorista ir lhe buscar é uma boa opção.

As corridas em Noronha são tabeladas. Então, os valores não devem variar muito dos mencionados acima.

Se tiver equipamento de mergulhe, leve-o
Dependendo da quantidade de dias que você ficar na ilha, o ideal é levar pelo menos snorkel. Se você não tiver, considere comprar pra levá-lo mesmo que você não seja um adorador de mergulhos. Em Noronha, as águas cristalinas nos chamam toda hora para a realização do mergulho mesmo que seja no raso.

O valor médio de aluguel da máscara e do tubo para respirar é de R$ 20 por dia. Se você alugar esse equipamento por 5 dias já terá pago a compra de um kit e poderá levá-lo para outras viagens. Nós levamos os nossos snorkels e nadadeiras. Tivemos que alugar colete para a trilha do Atalaia, Ilha Tour e nado no Sueste e trilha a São José a nado.

Acho que não preciso falar de itens indispensáveis como protetor solar, repelente, óculos escuros e chapéus.

Dinheiro
Uma das preocupações que eu tinha antes de chegar em Noronha, era se conseguiria ou não usar o cartão de crédito e se precisaria levar muito dinheiro em espécie.

O que vimos é que as barracas de praia geralmente não aceitam cartão. Então, para esses custos, dinheiro foi essencial. Mas para os restaurantes da vila usamos cartão de crédito sem nenhum problema.

Das três pousada que ficamos, só tivemos problema com uma que nos informou que aceitava cartão de crédito e só no nosso check out nos informou que não estava passando cartão há 2 dias. Achamos que a responsável poderia ter nos avisado que estava com problemas no cartão assim que chegamos, no check in, para nos organizarmos quanto ao dinheiro.

Mesmo assim, nós acabamos não sacando dinheiro algum, mas na região da Praça do Palácio há alguns caixas eletrônicos e uma agência do correio onde é possível fazer saques do Banco do Brasil e Bradesco.

Bom, acho que com essas informações você pode planejar melhor sua viagem a Noronha e aproveitar muito bem o paraíso.

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Dados Financeiros:
Taxa de Preservação Ambiental: R$ 51,40
Taxa do Parque Nacional Marinho: R$ 81,00
Aluguel de Snorkel: R$ 20,00
Aluguel de Colete: R$ 10,00
Ônibus: R$ 3,00

Viagem realizada em Setembro de 2015.

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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

2 Comments

    • Olá Eduardo! Olha, Noronha não é um destino barato como você já deve saber. Mas vale muito a pena. De todos os lugares que já fomos é um dos pouco que o Bruno sente vontade de voltar.
      Bom, eu não sei exatamente os custos, mas dá pra você ter uma ideia:
      As nossas hospedagens foram em torno de R$ 380 a noite, o casal.
      A alimentação é bem cara, variou de R$ 100 o casal a R$ 200 por refeição, em alguns casos sem bebida alcoólica outros com bebida alcoólica.
      Não fechamos nenhum passeio com agência, fizemos tudo com o guia que cobrava R$ 100 por trilha, nós fizemos duas. No Ilha tour foi R$ 200 pro guia e mais R$ 200 pro aluguel do buggy.
      Fizemos o passeio de barco com o trovão dos mares que é o mais caro, mas dizem que é o melhor R$ 240 por pessoa com almoço, muito bom por sinal.
      Ainda fizemos alguns mergulhos de cilindro, como bodão na praia do porto foi R$ 250 e com a atlântis, embarcado foi R$ 500.
      Fora isso, andamos de ônibus que foi R$ 3,00 e de táxi poucas vezes.
      Ainda vou escrever sobre cada passeio detalhado, mas foi basicamente isso que fizemos.

      Isso foi em 6 dias inteiros, como você pretende fazer também.

      Espero que te ajude no planejamento. Conheço pessoas que foram na época de chuva, economizaram bastante e as chuvas não atrapalharam a viagem porque normalmente caí uma pancada e depois passa.

      Abraços,
      Tati.

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