Peru: Machu Picchu e Huayna Picchu

Depois de quase vinte dias percorrendo diversas cidades do Peru, finalmente, chegamos a grande cereja do bolo dessa viagem: Machu Picchu, a Cidade Perdida da Civilização Inca. Nós já tínhamos visto muitas ruínas, muitas atrações e ouvido muitas histórias da cultura inca em Cusco e em outras cidades.

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Apesar de termos visto e ouvido muitas coisas, nós tínhamos muitas expectativas quanto a Machu Picchu. A visita a cidade perdida era como encerrar a viagem com chave de ouro.

Machu Picchu é conhecida como a  Cidade Perdida dos Incas. Seu “descobrimento” data de 24 de julho de 1911 pelo professor americano da Universidade de Yale, Hiram Bingham, que estava a frente de uma expedição. Apesar do professor ganhar a grande fama do descobrimento, sua expedição já possuía informações de outros exploradores que tinham visitado e mapeado o local.

Depois do lançamento do livro “A cidade Perdida dos Incas, do professor Hiram Bingham a cidade passou a atrair mais e mais turistas do mundo todo. Até que em 1983 o local foi nomeado Patrimônio Mundial da UNESCO e em 2007 esse grande complexo entrou na lista de uma das “7 Novas Maravilhas do Mundo”.

Por conta desses título, não é um grande desafio conhecer Machu Picchu, há algumas formas de chegar. Mas é claro que tudo tem o seu preço. Como já contamos em outro post, nós saímos de Cusco até Ollantaytambo, de lá pegamos o trem até Aguas Caliente e lá ainda foi necessário pegar um micro-ônibus até a entrada do Parque.

Aluguel de carro

Nossa experiência
Nós chegamos em Aguas Calientes na noite anterior da nossa ida a Machu Picchu. Então, nesse dia adiantamos a compra do ônibus até o parque e aguardamos o guia com quem faríamos o tour guiado na cidade perdida em nosso hostal para maiores detalhes do dia seguinte. É comum, independente da agência com a qual você fechar, os guias passarem nos hotéis de Aguas Calientes na noite do dia anterior para te falar o horário e como encontrar o seu grupo. Nós encontramos com nosso grupo ainda em Aguas Caliente, mas ele pode marcar com você direto na entrada do parque também.

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Como eu já disse para vocês, nós optamos por fazer duas trilhas alternativas em Machu Picchu. Hoje vou contar um pouco como foi o nosso primeiro dia pelas ruínas e a nossa subida a Huyna Picchu. No próximo post contamos como foi a subida a Montanha Picchu.

Nós chegamos na entrada da Cidade Perdida antes das 8 horas, o que não é muito cedo porque muitos turistas querem ser os primeiros a chegar no local e pegam o ônibus por volta das 5:30 que é o horário que eles começam a subir.

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Como estávamos com o guia no mesmo ônibus de subida a Machu Picchu não tivemos nenhuma dificuldade de nos localizamos para entrarmos no parque. Mas os ônibus deixam todos os turistas logo na entrada facilitando todo o processo. Caso você não tenha contrato guia até esse momento, perto da entrada haverá um grande número de guias oferecendo os seus serviços.

Apesar de termos ido a Machu Picchu numa das melhores épocas do ano, nós pegamos chuvas nos dois dias que subimos. No primeiro dia pela manhã e no segundo dia a chuva caiu quando já tínhamos saído do parque em direção a estação de trem para nosso retorno a Cusco.

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No primeiro dia, nós tínhamos ingressos para subir Huyna Pichu às 10:00. Quando contratamos o guia através da agência com a qual fizemos os passeios em Cusco, eles sabiam dessa informação e disseram que não havia problema em iniciar a visita guiada às 8:00.

Normalmente, o tour padrão que os grupos fazem levam em torno de 3 horas, mas acredito que o nosso passeio ficou um pouco prejudicado por conta da chuva que caía naquela manhã.

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Portanto, o trajeto que nós fizemos foi iniciar o tour com o guia pela entrada principal de Machu Picchu que era a única porta de acesso para a zona urbana. Segundo o nosso guia, a porta tinha grandes dimensões para permitir que as lhamas cruzassem os portões e para carregar os membros da alta sociedade quando estes visitavam a cidade.

Não sei se deveríamos ter ido com o guia para a Zona Agrícola que é onde se tem a vista clássica de Machu Picchu e ele pulou essa parada por causa da chuva e na neblina, mas nós só visitamos esse local por conta própria. Contudo, acho que não faria muita diferença ir com ele, pois não era possível ver quase nada naquele momento.

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Então, seguimos o passeio a partir da Zona Urbana. Um pouco mais a frente passamos por uma área de pedras muito grandes e de formato irregular. Nessa parada ele nos mostrou que no local era feito o polimento e quebra das pedras que faziam parte da estrutura da cidade.

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Depois passamos pela zona religiosa onde pudemos ver o Templo das 3 Janelas e o Templo Principal que foi o grande local de cerimônias da cidade. Continuando o tour encontramos a colina de forma piramidal e no seu topo a pedra chamada de “Intihuatana”, um dos objetos mais estudados de Machu Picchu.

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Depois desta colina, o guia nos mostrou a entrada da montanha de Huayna Picchu. Como nosso horário de subida era de 10h às 11h, nós finalizamos o passeio com o guia por ali e ele seguiu com o restante do grupo para fechar o passeio no mesmo local de entrada.

Para sermos sincero com vocês, eu não gostei do guia que contratamos. Mas pode ter sido que o nosso passeio tenha ficado prejudicado por conta da chuva. Afinal, muitas coisas que ele contava nós só pudemos ver no dia seguinte, quando chegamos ao parque sem chuva e neblina.

Subida a Huayna
Nós iniciamos nossa subida a Huayna Picchu um pouco depois das 10 horas. Nós tínhamos comprado a subida para o segundo grupo: isso quer dizer que tínhamos até as 11 horas para começar a trilha.

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Nós fizemos o percurso com muito cuidado porque tinha chovido muito no dia anterior e grande parte da manhã. Enquanto fazíamos a trilha, ainda caia uma chuva fraquinha, mas nada que atrapalhasse muito.

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Nós levamos aproximadamente 1 hora para subirmos. Não achamos que a trilha é difícil, na verdade, há apenas uma parte que é mais vertiginosa. Nessa parte as pedras não muito estreitas, íngremes e sem local para nos apoiarmos e ter mais segurança. Confesso que na hora que subi não vi problema algum nesses detalhes, mas na descida rolou um frio na barriga, principalmente por conta do local está um pouco escorregadio por causa da chuva.

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Depois que chegamos lá em cima, ficamos uma grande parte do tempo descansando, sentados na ponta da montanha apreciando a cidade perdida de Machu Picchu. Na verdade, nós ficávamos ali sentados, torcendo para que a neblina nos deixasse ver a cidade.

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Nós queríamos tanto isso que ficamos lá em cima até a hora que o guarda começou a expulsar todos. Apesar da descida normalmente ser mais rápida que a subida, por conta da chuva, nós descemos bem devagar e levamos quase o mesmo tempo da subida.

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Depois visitarmos Huayna Picchu, o tempo resolveu melhorar e nós ficamos passeando pelas ruínas da cidade perdida por nossa conta. Ficamos lá até umas 16 horas e descobrimos que o melhor horário para ver a cidade vazia é após as 15:00. Pois muitas pessoas retornam a Cusco no trem de 16:00 ou 16:30, então, por voltar das 15:00 as pessoas já estão pegando o ônibus de volta a caminho de Aguas Calientes.

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Nesse horário, pudemos nos sentas pela ruína e apreciar o local quase vazio e num silêncio que o deixava ainda mais místico do que já é.

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Apesar da chuva que caiu pela manhã esse dia foi encerrado com raios de sol sobre aquela imagem clássica da Cidade Perdida. Por isso, podemos dizer que foi emocionante apreciar tudo aquilo e ficar pensando como aquela cultura pode construir toda uma cidade num lugar de difícil acesso. Ainda mais quando pensamos que até hoje ela se encontra lá, quase intacta.

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Dados Financeiros:
Machu Picchu + Huayna Picchu: S./ 152.00 – turista
Micro-ônibus: US$ 19.00 (subida e descida por pessoa)

Viagem realizada em Agosto de 2014.

LEIA MAIS:
Peru: Cusco – Vale Sur – Andahuaylilas, Tipon e Piquillacta
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Tatiane Dias

Tatiane Dias

A cada dia me desapego mais e mais de bens materiais. A vida nos mostra que mais importante que ter é viver. Por isso, cada brecha que temos já começo a pensar em algum lugar pra ir seja no Rio ou fora dele.

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